A perspectiva pedagógica que mais contempla nossos anseios acerca do papel da escola na formação social do ser humano é a Pedagogia Histórico-Crítica, que vem se desenhando no Brasil nas últimas duas décadas. Em sendo uma proposta pedagógica em construção, permite-nos uma margem de interpretação e inovações no campo metodológico de implementação desta pedagogia. Na Escola da Fazenda temos norteado o planejamento das atividades para um trabalho educacional que vise promover a formação de um ser atuante, conseqüente em seus atos, cooperativo, crítico e criador. Levando em conta a inerente espontaneidade das crianças e adolescentes, que permite e até obriga os educadores a deixar espaço e tempo para as manifestações criativas e criadoras dos mesmos, as atividades oferecem oportunidade de experimentar, de conhecer seu corpo, de explorar espaços e movimentos e de aprender a interferir no espaço em que vivem. E interferir, no sentido aqui utilizado, significa agir sobre uma determinada realidade, para modificá-la! O ser humano é um animal intencional, sendo capaz de antever sua ação. Isto quer dizer que nossa atuação enquanto educadores não pode se dar ao acaso, isenta de planejamento, já que objetivamos o desenvolvimento intelectual, afetivo, social e físico da criança/estudante, em sua plenitude, bem como a construção, por parte da mesma, dos conhecimentos necessários (matemática, linguagem, ciências naturais, ciências sociais, educação física, artes, etc.) à sua compreensão e intervenção na realidade. A pedagogia histórico-crítica permite à Escola da Fazenda adotar a questão ambiental como princípio educativo por localizar nas relações sociais capitalistas a origem da degradação das condições da vida. A escola como espaço de ciência deve contribuir para a humanidade edificar a sociedade fundando-se no desenvolvimento humano. |